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O Natal é assim como uma época do defeso para a espécie humana: engorda-se e ninguém nos ataca com aqueles conselhos dietéticos.

Pessoalmente dou preferência nesta época da engorda aos doces secos, até para balancear porque do bacalhau gosto com bastante azeite.

Também gosto de ensinar aos meus filhos a fazerem-se úteis e com a austeridade imposta aproveito para os ensinar a poupar fazendo as próprias lembranças de Natal.

A receita que aqui escrevo é uma adaptação do que o Google me trouxe quando pesquisei por bolachas ou biscoitos sem ovos.

As quantidades enchem dois tabuleiros e cozem em cerca de 15 minutos.

A preparação em si é um divertimento para toda a família e resultou no que a foto mostra, bolachas de limão e vinho do Porto, mas pelo que percebi poderia ter feito de qualquer sabor.

  • 300 gm de farinha de trigo self raising;
  • 180 gm de margarina vegetal;
  • 140 gm de açúcar;
  • Raspa de um limão;
  • 1 cl de Vinho do Porto; e
  • 1/2 cl de sal refinado.

Adicionalmente vão precisar de:

  • Farinha para trabalhar a massa;
  • Rolo da massa; e
  • Formas para cortar as bolachas.

Misturem numa batedeira a farinha e a margarina previamente batida até estar homogénea.

Juntem o açúcar e quando estiver bem envolto, vão conseguir manusear tudo como se fosse massa de moldar.

Dividam em duas partes e juntem a uma a raspa de limão e a outra o vinho do Porto. O vinho do Porto vai empapar a mistura, mas podem juntar alguma farinha até voltar a recuperar a consistência moldável.

Numa superfície limpa espalhem farinha e estendam a massa para cortar as bolachas. Podem passar farinha também no rolo para garantir que não se cola à massa.

Espalhem as bolachas no tabuleiro. Elas não vão crescer muito, mas não as encostem umas às outras.

Levem ao forno pré-aquecido a 180° durante 12 minutos para ficaram bem cozidas e estão prontas.

Só quando estiverem frias é que podem comer. E comam só uma de cada vez.

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Pois é, mas este ano é um Natal com metade do que foi contratado porque os nossos Governantes só sabem gastar mais e não cumprir com o que prometeram. E para o ano será para alguns sem a totalidade. Uma parte num contrato quebra o acordado e ninguém se questiona. Se o Estado pode, porque não hão-de o fazer os privados?

Não faço distinção entre incompetência de esquerda, centro ou de direita. As Jotas são aparentemente escolas de gestão de ciclos políticos e ocupação do espectro mediático, pelo que é bem e provável que, seja qual for a cor política da asneirada, continuemos a ter as notícias ocupadas a relatar a ultima moda da ceia de Natal da austeridade em lugar de perguntar: onde está o dinheiro?

As perguntas empilham-se, mas já não estamos no período em que a Constituição da Republica Portuguesa tem de ser respeitada. O acórdão do Tribunal Constitucional sobre os cortes apenas para funcionários do estado é claro: em tempo de emergência, há que fazer sacrifícios, mesmo que seja com os direitos aí inscritos. Mesmo que no seu contrato nada diga relativamente a este estatuto excepcional. Mesmo que de Autoridades supostamente autónomas se tratem e isso leve todos os seus técnicos a repensar a suposta proteção por autonomia aos pareceres que emitem.

Ninguém se pergunta quando foi decretado o estado de emergência ou se os direitos inscritos na Constituição da Republica Portuguesa não foram aí inscritos mesmo para garantir que em momentos de aperto não se sacrificavam os cidadãos em troca sabe-se lá do quê.

Também ninguém se pergunta porque diz o Tribunal Constitucional que estamos em estado de emergência e o Presidente da Republica não o declarou ou se o fez apenas em conselho de estado e não nos contou nada.

Vamos pagar um desvio colossal provocado, entre outros, pelo descalabro das contas do Governo Regional da Madeira. Pagamos com 2 ordenados de funcionários que por azar trabalham para quem só agora viu a falha: o Governo e a Assembleia da Republica. Uma falha para a qual o Tribunal de Contas já vinha a alertar desde tempos imemoriais. Ainda Jorge Sampaio era Presidente Republica. Mas na pérola do Atlântico nada se altera: a Assembleia Regional não aplica as leis da Republica e o Presidente da Republica nada diz.

Afinal, sabemos agora que o desvio colossal era conhecido dos que pediram vezes sem conta que o anterior governo o apresentasse. Sabiam e jogaram com esse conhecimento a favor deles e contra toda a Nação.

Mas o sentido de estado não se fica por aqui nos nossos representantes políticos.

Temos os que publicamente incitam a que não paguemos as nossas dividas e os que, sendo governantes eleitos, recusam o que juraram defender e incitam os cidadãos à emigração.

A esperança dos que incitaram à queda do anterior Governo era que viesse a Troika limpar isto, mas nem a Troika nos salva desta gente…

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Ossobuco é um prato Milanês feito com tíbia de vaca cortada em secções que produzem medalhões com osso e medula expostos ao centro.

A receita original é feita numa panela simples e acompanhada de risotto alla milanese, mas a minha versão, tendo em conta os tempos de austeridade que correm, é cozinhada num utensílio mais eficiente em termos de energia e tempo, uma panela de pressão, e acompanhado de fettuccine simples. A carne com massa, com osso ou sem osso, dá sempre um prato que as crianças comerão sem nos dar muitos problemas.

Os ingredientes para 4 pessoas são:

  • 1 kilo de Ossobuco;
  • 3 Cenouras médias;
  • 1 Cebola;
  • 2 Tomates frescos;
  • 2 colheres de sopa de tomate em calda;
  • 3 dentes de alho;
  • Farinha;
  • 3 folhas de louro;
  • 500g Fettuccine;
  • 1dl azeite;
  • 3dl vinho branco;
  • 1dl água.

Na panela de pressão coloquem o azeite e juntem a cenoura cortada em bocados não muito pequenos para não se desfazerem na cozedura. Piquem a cebola e o alho e juntem também na panela de pressão com as folhas de louro. Não deixem refogar.

Para cortar a tíbia de uma vaca dá jeito ao talhante usar uma serra. Lavem a carne, passem-na na farinha e alourem ligeiramente na panela. Podem agora temperar com sal grosso e juntar o tomate. O tomate fresco descasquem-nos e piquem-no antes de o juntar.

Juntem o vinho branco e a água ao tacho e esperem que ferva antes de testarem os temperos. Afinem o sal e fechem a panela de pressão. Quando estiver a ferver, baixem o lume e deixem soprar por 10 minutos.

Numa panela à parte, fervam água com uma colher de sopa de azeite e uma colher de sopa de sal grosso. Quanto maior for a quantidade de água, melhor sairá o fettuccine. Deixem o fettuccine a ferver em lume brando exatamente o tempo que a embalagem indicar. Quando a fervura terminar, escorram a água e sirvam imediatamente.

A carne terá de ser servida ao lado do fettuccine, pois o osso vai exigir algum trabalho de garfo e faca, mas o molho, esse podem pô-lo a escorrer pelo fettuccine.

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A carne à bolonhesa, como o nome indica, é um prato de carne e pasta originário da zona de Bologn, em Itália, e  lamento informar, mas não é servido tradicionalmente com esparguete. Originalmente apresentada como Ragù alla Bolognese, é servida com tagliatelle já misturada, e não com a carne apenas por cima, como é hábito por outros lados.

A forma como faço este prato é uma adaptação à bolsa, gosto e mercado português com um toque para a secção infantil. A panceta é substituida pelo toucinho entremeado, e o vinho tinto pelo branco, dando-lhe um sabor menos forte.

Os ingredientes aqui apresentados são para 4 pessoas e o tempo tipico de preparação é de meia hora.

  • 400gm tomate pelado em calda ou 4 tomates maduros
  • 500gm carne de vaca picada duas vezes
  • 1/2 cebola
  • 1 dente de alho
  • 1/2 colher de chá de açucar
  • 4 colheres de sopa de azeite
  • 1 cenoura média
  • 100 gramas de toucinho fumado
  • 2 tomates maduros
  • 1 dl  de vinho branco
  • Queijo ralado

Os ingredientes seguem todos picados para uma frigideira, quase simultaneamente, à exceção da massa que coze numa panela separada. A escolha de uma massa de qualidade, Rana, Barilla ou Buitoni, por esta ordem, irá fazer toda a diferença.

Juntar a cenoura, cebola e alhos, todos picados, ao azeite, numa frigideira grande e começar a cozinhar, mas não deixar a cebola e o alho refogar. Juntar a carne.

Tirar a casca aos tomates e picar também até ficar em papa, juntando com a carne na frigideira. Deitar o tomate já depois da carne ter iniciado a cozinhar. Deitar sal e pimenta a gosto, juntar o açucar, e só depois juntar o vinho. Manter o cozinhado debaixo de guarda, mexendo regularmente para misturar os sabores.

Enquanto a carne se prepara, é tempo de ferver bastante água com sal grosso e um pouco de azeite numa panela à parte. Quando a água estiver a ferver em cachão, juntar a massa e baixar o lume, cumprindo escrupulosamente os tempos de cozedura indicados pelo fabricante. Depois de cozida, a massa deve ser escorrida, sem preocupações de tirar a agua toda, mas sim de parar a cozedura.

Pessoalmente, passo a massa rapidamente por agua fria e junto-lhe um fio de azeite antes de levar à mesa com a carne.

Levem à mesa acompanhado de queijo ralado e pimenta preta para moer. O Lidl vende a variedade Grana Padano, que em meu entender fica muito mais agradável que a variedade portuguesa que por aí se comercializa de parmesão.