Monthly Archives: Outubro 2001

11 de Janeiro de 1970. Nasci!

Pode não parecer nada de importante, mas imagino que estava cansadíssimo quando nasci. Nem imagino o estado em que a minha mãe ficou. Nasci em Lisboa numa clínica privada, mas para grande desgosto meu, não me lembro das mordomias, nem do nome, pelo que não posso aconselhá-la a ninguém. Também não me lembro de quando disse as primeiras palavras, mas imagino que deva ter-me babado … Continue reading 11 de Janeiro de 1970. Nasci! »

As prendas do menino!

Um homem vem ao mundo e vai-se embora exactamente da mesma maneira: – Gosta de maminhas, faz birra para comer e borra-se nas calças. Quando nascemos é mais nas fraldas, mas qualquer pai que se preze gosta de ver a primeira prenda que o menino faz. Abre-se a fralda e… Ena! Caquinha rala! Acredito que não tenham sido os meus pais os primeiros a mudar-me … Continue reading As prendas do menino! »

Corte de Cabelo

Quando era muito novo, e vivia ainda em Lisboa, num modesto apartamento, acompanhado pelos meus pais e a minha irmã mais velha, apercebi-me que o mundo estava cheio de mulheres dominadoras sequiosas de poder. Não passava um dia em que a minha irmã e a sua amiguinha não me obrigassem a comer as suas sopas de caldo-verde, com pedaços da melhor relva e regada com … Continue reading Corte de Cabelo »

A gaita do vizinho: uma história de violência

É de pequenino que se torce o pepino. Para o caso, a gaita. Diz-se que as crianças são crúeis por dizerem sempre a verdade, mas eu lembro-me que já na escola primária havia muito mentiroso. Na realidade o que as crianças dizem sempre é o que lhes vêm à cabeça sem pensarem, não tendo isso de ser necessáriamente a verdade. Quando estudava na primária eram … Continue reading A gaita do vizinho: uma história de violência »

PORRADA.

Saido de uma escola privada onde nos tempos livres se ensinava inglês e francês em troca de recompensas alimentares a crianças da primeira à quarta classe, a minha preparação fisica para o que me esperava era nenhuma. Nos primeiros dias descobri que era prática saudar todos os novos colegas com o famoso “”carolo algarvio””. Não se trata de nenhum bolo algarvio de ovos e amendoa … Continue reading PORRADA. »

Dias de sofrimento

Todos nós tivemos os nossos dias de sofrimento. Uns porque usámos aparelho, outros porque eramos pequenos, outros porque tivemos de usar óculos. Eu fui benzido com duas de três. Não que o não ter aparelho me tenha salvo da chacota dos meus colegas, ou que os óculos os tivessem impedido de me usarem como saco de pancada. Se acrescido disto se arranjar um mala de … Continue reading Dias de sofrimento »