Monthly Archives: Junho 2011

No email: sobre bancos e como tudo aconteceu

Recebi isto no email e vou juntar aos meus Posts sobre as verdadeiras razões por detrás da crise do crédito que redundou na crise das dívidas soberanas:

“Foi assim:
Um dia, decidi sair do trabalho mais cedo e fui jogar golfe! Quando estava a escolher o taco, notei que havia uma rã perto dele.
A rã disse:
– Croc-croc! Taco de ferro, número nove!

 Eu achei graça e resolvi provar que a rã estava errada.

Peguei no taco que ela sugeriu e bati na bola.
Para minha surpresa a bola parou a um metro do buraco!

– Uau!!! – gritei eu, virando-me para a rã – Será que você é a minha rã da sorte?

Então resolvi levá-la comigo até ao buraco.

– O que é que acha, rã da sorte?
– Croc-croc! Taco de madeira, número três!

Peguei no taco 3 e bati. Bum! Directa ao buraco!

Dali em diante, acertei todas as tacadas e acabei por fazer a maior pontuação da minha vida!
Resolvi levar a rã p’ra casa e, no caminho, ela falou:
– Croc-croc! Las Vegas !

Mudei o caminho e fui directo para o aeroporto!
Nem avisei a minha mulher!
Chegados a Las Vegas a rã disse:
– Croc-croc! Casino, roleta!

Evidentemente, obedeci à rã, que logo sugeriu:
– Croc-croc! 10 mil dólares, preto 21, três vezes seguidas.
Era uma loucura fazer aquela aposta, mas não hesitei.
A rã já tinha credibilidade.

Coloquei todas as minhas fichas no 21! Ganhei milhões!
Peguei naquela massa toda e fui para a recepção do hotel, onde exigi uma suíte presidencial.

Tirei a rã do bolso, coloquei-a sobre os lençóis de cetim e disse:
– Rãzinha querida!  Não sei como te pagar todos esses favores!
   Fizeste-me ganhar tanto dinheiro que ser-te-ei grato para sempre!
E a rã replicou:
– Croc-croc! Dê-me um beijo! Mas tem que ser na boca!

Tive um pouco de nojo, mas pensei em tudo que ela me fez e acabei por lhe dar o beijo na boca!

No momento em que eu beijei a rã, ela transformou-se numa linda ninfa de 17 anos, completamente nua, sentada sobre mim.

Ela foi-me empurrando, devagarinho, para a banheira de espuma…

” Eu juro “, – disse o ex-Presidente do BPN ao Presidente da Comissão de Ética -“foi assim que consegui a minha fortuna! E que essa menina foi parar ao meu quarto!”.

Não só o Presidente da Comissão de Ética acreditou, como também, todos os Deputados e todos os membros do Supremo Tribunal de Justiça e ainda o Presidente da Republica Cavaco Silva.

Breves notas sobre a desmaterialização da função publica

A desmaterialização dos processos de trabalho da função publica deveria ser sempre racionalizada contra os ganhos de eficiência. Alguns casos há em que os objectivos dos organismos internacionais ou nacionais de controlo já o obrigam, estabelecendo prazos máximos para a execução de um pedido.

A solução do aumento de eficiência para a função publica já passou pela redução do tempo perdido pelo cidadão enquanto andava de entidade em entidade, mas limitou-se a reduzir no percurso, mantendo todos os pontos de passagem num só local: as lojas do Cidadão.

As lojas do Cidadão no modelo actual continuam a mostrar ao cidadão uma administração do estado desfuncional, limitando-se a juntar todos os guichés num grande centro comercial, deixando ao cidadão a eterna sensação de se relacionar com múltiplas entidades herméticas:

  • As autarquias e os seus poderes locais suportados na auto-determinação, não passam de gaiatos birrentos que pedem mesada maior para fazer a mesma porcaria.
  • Os institutos, ministérios e autoridades não passam do velho modelo “Isso é no guiché da minha colega, mas ela agora foi almoçar.”

A desmaterialização real vai implicar levantamento de processos que colocarão a nu poderes discricionários, circuitos redundantes e taxas injustificáveis.

A desmaterialização dos processos de trabalho na função publica obrigarão a novos investimentos nos mesmos consultores do costume com especial incidência nas soluções feitas à medida que não integram com ninguém nem com coisa nenhuma.

A desmaterialização, centrada na eficiência e eficácia, sem permissão de suspensão de prazos e sem hipóteses de intrepretacao de factos por justificação “o meu cão comeu o trabalho de casa” são a única forma de racionalizar o estado.

O processo de workflow estruturado é o único que obrigará à análise prévia. O de workflow ad hoc, o de implementação com menor custo de levantamento e analise inicial, mas o que mostrará resultados mais tarde após a entrada em produção e será mais honoroso.

O email assinado e cifrado digitalmente deveria ser mais que suficiente para muitos actos, mas os juristas já transformaram isso tudo numa salsada em que ninguém se entende com a desculpa do “Not invented here”.

Nota: Este post é a resposta a uma provocação bem intensionada do Frederico Lucas dos Novos Povoadores http://novospovoadores.pt.

Sai Sócrates, entra Seguro

Com a saída de José Sócrates do PS, a sucessão por António José Seguro, anunciada há muito pelos media, confirma-se pelos próprios.
A Democracia começa logo nas eleições dos representantes regionais partidários, passando pelos nacionais, pelo que estando o seu inicio minado, pouco mais há a dizer em relação ao resultado final.
A falta de preocupação pela transparência das eleições partidárias deveria ser alvo de preocupação.
Aquilo que aparenta ser um novo carregar em ombros dos media a um candidato, confirmar-se-á pelos factos no final da campanha.
Aquilo que foi o “pôr-se a jeito” para ataques ad hominem ao PS, ao pessoalizar as suas políticas em José Socrates, repete-se agora.
Os actuais membros dos ex-governo e do sistema interno do Partido mobilizam-se em afirmações sobre a pessoa de Seguro, condicionando os media para o resultado que dá jeito. Nada irá mudar, mas nada será como dantes.
Aquilo que se esperaria para a renovação seria a discussão ponderada. Aquilo que vamos ter será uma corrida.

Agora que o PSD ganhou, quero ver se cumprem

Quero ver se cumprem estas:
1. Redução do número de deputados;
2. Redução do número de Juntas de freguesia (também aqui) ;
3. Redução do número de Câmaras Municipais (Esta foi Paulo Portas que propôs, mas também estará no Governo);
4. Redução do número de Ministérios;
5. Redução do número de Secretários de Estado.

(Editei o post para responder a duvidas que me colocaram no Twitter quanto à fundamentação do que indico)