A armadilha do Rendimento Básico Incondicional (RBI)

Vital Moreira é um dos deputados da constituinte que esteve cercado na nossa Assembleia da República quando se preparava a Constituição da República Portuguesa de 1976. Alerta hoje no seu blog Causa Nossa para a Irresponsabilidade do Rendimento Básico Incondicional (RBI). Lá faz umas contas de merceeiro para lembrar que o dinheiro em causa ascenderia a mais de 50 mil milhões de euros por ano.

As contas que faz são só o problema de gestão. Como sabemos, à boa maneira tuga, este problema resolver-se-ia afinfando com umas taxas em sacos de plástico ou um aumento de impostos ou assim. Alguém haveria de pagar a conta.

Mas o problema maior é económico, a começar logo pelo seu impacto na procura. Mesmo sendo uma teoria básica de microeconomia, não há como garantir que o aumento de dinheiro disponível para compra de bens de primeira necessidade não empurraria os seus preços para cima. E depois? Pretendiam tabelar preços? Senhas de racionamento? Não me parece.

Bem sei que depois de salvarmos bancos e banqueiros, Pitbulls e touros se questione por não salvarmos pessoas. Pois é, mas 2 errados não fazem um certo. Pena que só se lembrem de coisas da matemática quando não são aplicáveis.

A proposta do RBI é o tipo de armadilha política a que o Vital Moreira já criou imunidade.

O mesmo não se pode dizer de políticos com menos provas dadas. Se falarem a favor, serão conotados com despesismo amalucado. Se falarem contra, serão conotados com o poder capitalista e assim…

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