A gaita do vizinho: uma história de violência

É de pequenino que se torce o pepino. Para o caso, a gaita.

Diz-se que as crianças são crúeis por dizerem sempre a verdade, mas eu lembro-me que já na escola primária havia muito mentiroso.

Na realidade o que as crianças dizem sempre é o que lhes vêm à cabeça sem pensarem, não tendo isso de ser necessáriamente a verdade.

Quando estudava na primária eram frequentes os ataques nos mictórios para medição de orgãos genitais por parte de gangs mal organizadas de meias doses com problemas fálicos mal resolvidos, provocados talvez por já no ventre da mãe se darem ao trabalho de compararem o seu pénis com o outro ùnico pénis que já tinham visto.

Assim e após rápida comparação, entretinham-se a discutir com o restante gang no recreio qual seria a maior gaita da classe.

Parece que deste tempos imemoriais e comum a várias culturas se encontra ligado o tamanho do falo com a capacidade reprodutora.

O remanescente dos dias de hoje é mera herança deturpada que se espelha agora nas conversas de homens, só que agora não se fazem raids à casa-de-banho masculina para examinar o pénis do elemento do grupo recém-chegado, mas acredita-se piamente que este tamanho se encontra demonstrado na viatura em que se faz transportar.

Assim, compreendo perfeitamente porque é que algumas raparigas bem parecidas sempre preferiram andar de BMW ou Mercedes, em lugar de passearem na minha antiga vespa de estudante, visto que esta, comparativamente com os ditos automóveis, era deveras menor, demonstrando aos seus olhos a menor capacidade fálica. Conversa de pilas.

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