Category Archives: Homens e máquinas

Criador de software cURL recebe pedidos de apoio para automóveis

jeremy-clarckson
cURL é uma ferramenta de transferência de dados via linha de comando de um computador. É um software de uso livre e uso para compor instruções de teste que depois executo automaticamente.
 
 
Os fabricantes, porque usam o cURL e devido à sua licença, são obrigados a apresentar uma cópia dessa licença. Isso significa que, quando estão desesperados, o endereço de email do criador do cURL que vai juntamente com a licença é para onde enviam as suas reclamações.
 
Se acham que o vosso computador tinha problemas há 10 anos atrás, imaginem vê-los todos repetidos nos sistemas dos vossos automóveis. Se acham isso mal, lembrem-se daquelas queixas de que a vossa televisão vos espia ou que está disponível para ataques vindos sabe-se lá de onde.
 
Ainda acham que ter um computador a controlar-vos o carro é uma boa ideia?

Ubuntu para Smarthphones

A Canonical vai lançar em breve o Ubuntu para smartphones. Enquanto utilizador de iPhone e Apple OSX, preferia um ambiente mais livre e integrado sem o excesso de controlo da Apple, Windows ou Google (Android), pelo que para mim pessoalmente este novo player é uma excelente noticia.

Pessoalmente considero o Ubuntu como sistema operativo (OS) para utilizador final no seu conjunto muito apelativo, mesmo para o utilizador menos experiente. A minha opinião é suportada na facilidade de instalação do OS e gestão do sistema após instalação.

Os fóruns de utilizador e blogs para acompanhar as mudanças, tal como a sua loja de aplicações pré-instalada, permitem a quem nunca viu este OS adaptar-se rapidamente sem ter de aprender instruções de linha de comandos.

O Ubuntu é suportado grandemente pela sua comunidade de utilizadores, mas também pela Canonical, empresa que presta serviços pagos e gere a distribuição. A distribuição deste sistema operativo é gratuita (oferecida) para utilizador final e tem versões para posto de trabalho e servidor. A distribuição é baseada em GNU/Linux e nos utilitários e aplicações que foram construidos para este conjunto.

Esperemos que o Ubuntu para smartphones se apresente com a mesma abertura e vivacidade que a versão para computador tem demonstrado até agora.

Todos na Nuvem: uma check list para um estudo do governo sobre a migração para a Cloud

Um estudo do Governo defende que as bases de dados de toda administração pública sejam centralizadas e guardadas por uma entidade privada, numa nuvem tecnológica (cloud), incluindo os arquivos das informações classificadas e os segredos de Estado.

O mentor deste estudo José Tribolet afirmava em Abril 2011: “faço votos que o próximo Governo – qualquer que ele seja – se compenetre que a maioria das melhores práticas de organização, de gestão e de controlo operacional e estratégico, testados e adoptados no mundo empresarial se aplicam com todo o propósito à ‘empresa’ administração pública portuguesa, central e local, instrumentos fundamental de navegação rumo ao futuro do Portugal INC, do século XXI“.

A eventual entrega a privados da gestão das bases de dados públicas, incluindo as informações classificadas dos serviços de segurança, é “um absurdo completo”, considera [hoje] o presidente do conselho de fiscalização das secretas, Marques Júnior.

Não vi o estudo do governo, mas tenho já aqui os pontos que irei verificar se ele aparecer em público:

  1. Faz uma análise de custos comparando-os com os custos face à aquisição e manutenção pelo Governo?
  2. Faz uma avaliação do impacto que terá no Orçamento de Estado tratando um esquema de aluguer como investimento?
  3. Refere que este esquema é em tudo semelhante às PPP ao permitir a reclassificação/desorçamentação de algo que teria de ser apresentado como investimento e passa a ser apresentado como serviços?
  4. Não são estes “serviços” que se pretendem contratar agora à Nuvem os tais custos intermédios que eram exagerados e seriam eliminados?
  5. Avalia a experiência do governo PS com o out-sourcing para a nuvem das compras públicas (procurement) de forma tão positiva que pretende repetir para outras funções?
  6. Ao fim de quantos anos é que os custos comparados com o modelo atual deixam de ser vantajosos?
  7. Se o Governo pretender cortar nas despesas, pode cortar nestes serviços como?

A temática da nuvem já não é nova para quem anda nesta coisa dos sistemas de informação à tantos anos. Já lhe chamaram Software as a Service (SaaS) ou Infrastructure as a Service (IaaS) ou só Cloud, mas redunda sempre numa transferência de poder do utilizador para o prestador desequilibrando a balança para o lado de quem ainda hoje presta mau serviço com a desculpa que as regras de quem compra são muito complexas.

Risco de desconformidade dos meios de verificação de produtos de desenvolvimento e aquisição de sistemas de informação

Ao defender os meios que conhecem como necessários, os técnicos envolvidos em aquisições ou desenvolvimento de sistemas de informação estarão a demonstrar também a sua competência.

Dizem algumas boas práticas que devemos tentar verificar nos vários momentos do projeto de desenvolvimento de sistemas de informação que quem tem a necessidade indicou como se verifica que se está a adquirir ou desenvolver corresponde a essa necessidade.

Ao verbalizar as formas de verificar o objetivo do requisito, quem o verbaliza revê o requisito e pode assim melhorar o detalhe sobre o mesmo. Está também a comprometer-se com o resultado construído ou adquirido e a reduzir com isso a possibilidade de gerar desconformidades com a sua expectativa.

O comprometimento de quem compra com a forma de verificar a conformidade do que se pretende comprar é um passo essencial no processo de alinhamento de quem tem a necessidade aos meios necessários garantir para verificar a conformidade dos produtos resultantes.

Para a sequência, quer o projeto seja em cascata ou em organizações mais recentes de projeto de desenvolvimento, a análise deverá conter pelo menos:

  1. Objetivo – O que se pretende atingir;
  2. Requisito – Detalhes considerados essenciais para atingir o objetivo;
  3. Critérios de verificação – A forma de verificar que os requisitos foram cumpridos; e
  4. Critérios de validação – A forma de dar como válida a verificação dos requisitos e objetivos atingidos.

Retirados os critérios de verificação e validação a quem constrói, não existirá o que verificar objetivamente. Os requisitos estarão ligados aos produtos por hiatos intransponíveis por falta de análise.

Porque o mais provável é a derrapagem nos prazos durante a análise quando os requisitos do produto forem descritos sem a preocupação com a forma de os verificar, também é bastante provável que quando confrontado quem tem a necessidade com o aumento do período de análise coloquemos em causa a competência da equipa técnica pela imprevisibilidade da sua atividade.

A minha recomendação é assim que defendam sempre os meios de confirmar por vocês próprios os produtos sem dependerem da intervenção do vosso cliente.

Consultores: as 3 respostas possíveis

No meu trabalho tenho conhecido muitos Consultores, Analistas, Programadores e Gestores de Projeto.

Tenho também ouvido muitas perguntas em reuniões feitas pelo cliente, mas para qualquer pergunta, só conheço 3 respostas que funcionam:

  1. “Vamos analisar.”
  2. “Os factos são […]”
  3. “Os impactos são […]

Qualquer outra resposta levará a cenários que o Consultor não foi capaz de prever.